A SSC (sigla para Shelby Super Cars) vinha a fazer mistério sobre o possÃvel recorde de velocidade do Tuatara. Agora entende-se o porquê: o seu hiper carro tornou-se mesmo o mais veloz automóvel de produção em série da história. Em uma auto-estrada nas proximidades de Las Vegas, nos Estados Unidos, o modelo registou média de 508,7 km/h em duas passagens. Em uma delas, alcançou nada menos que 532,7 km/h.
A quebra da marca havia sido especulada nos últimos dias, após a SSC levar o Tuatara a uma auto-estrada no estado americano de Nevada, a mesma onde a Koenigsegg alcançou números significativos com o Agera RS, considerados até então como os oficiais. A empresa chamou o piloto inglês Oliver Webb para levar o seu super desportivo ao recorde. E o britânico conseguiu.
Obedecendo às regras, Webb acelerou o Tuatara nos dois sentidos da pista, tendo como registo a média entre ambas. Na primeira massagem, alcançou “apenas” 484,53 km/h. Na segunda, bateu nos 532,7 km/h, chegando à média de 508,7 km/h. Segundo o piloto, o carro pode ser ainda mais veloz. “Havia mais o que extrair. Com condições melhores, teríamos ido ainda mais rápido. Os ventos laterais foram o que nos impediram de chegar ao limite do carro”, explica.
Apresentado em 2011, mas com versão de produção revelada somente em fevereiro desse ano o Tuatara foi criado quase que apenas para alcançar o recorde – que a SCC havia reivindicado com o Ultimate Aero no passado. O seu motor é um 5.9 V8 da Nelson Racing Engines, que entrega 1.369 com gasolina de alta octanagem (RON 91 pra cima) e 1.774 cv com etanol E85 (15% de gasolina), sempre a 8.800 rpm. O torque é de 176,7 kgfm a 6.800 rpm, independentemente do combustível queimado. Ele tem tração traseira e caixa automatizada com embraiagem de titânio e carbono e sete velocidades, sendo capaz de trocar as mudanças para cima em 100 milissegundos. O peso de 1.247 kg (seco) é garantido pela estrutura em carbono. Já o coeficiente aerodinâmico fica em 0,279.
O feito do Tuatara é impressionante de qualquer maneira, mas ele também é significativo porque acaba com quaisquer discussões a respeito do recorde oficial. Um dos reivindicantes da marca era o Bugatti Chiron Sport 300+, que alcançou 490,484 km/h em Ehra-Lessen em 2019, mas realizou a prova em uma única passagem, sem refazê-la no sentido contrário, como determina o Guinness. Para fazer jus ao título de “carro de produção mais veloz”, ele ganhou uma edição limitada a 30 unidades com as características do recordista, como a carroçaria 25 centímetros mais longa que a do Chiron “comum”.
Outro postulante ao título, o Koengisegg Agera RS também tem uma leve controvérsia. Em 2017, sueco foi levado à mesma reta onde o Tuatara registou a sua marca. Na primeira passagem, foram aferidos 436,4 km/h, alcançando 457,9 km/h na segunda. Na média, foram registrados 447,2 km/h. Ele só tinha uma contestação: o Agera RS recordista tinha 1.360 cv, a potência do conjunto usado pelo irmão One:1, e essa cavalaria toda passou a ser oferecida em opção após o recorde. Há quem diga que apenas uma unidade, das 25 produzidas do RS, fora vendida com essa potência.
Quando o Chiron alcançou os 490 km/h, a Hennessey parabenizou a Bugatti pelo feito e prometeu bater os 500 km/h com seu F5. Após o registo do Tuatara, contudo, ela terá um pouco mais de trabalho para poder reivindicar o título…
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